“Sou rica e influente. No brasil, só pobre fica preso”

Comerciante fura blitz da Lei Seca e é presa. Christiane foi autuada por embriagues ao volante, corrupção ativa, coação, desobediência, desacato à autoridade e resistência à prisão. Saiba mais.

Livro "Só é preso quem quer - Bastidores do sistema de punição seletiva"
"Diariamente, a mídia noticia crimes graves, e, como regra, os parentes das vítimas, ao serem entrevistados, clamam por justiça. Infelizmente, a população já não mais acredita que a justiça será feita, uma vez que, como quase sempre acontece, os ricos permanecem soltos, e os pobres, presos, mesmo que por fatos de pouca ou nenhuma significância."

O promotor de justiça criminal Marcelo Cunha de Araújo, do Ministério Público de Minas Gerais, resolveu contar por que o sistema brasileiro é tão complicado e ineficaz.

Livraria da Folha - O pobre deve ficar realmente mais apreensivo do que o rico quando é preso?
Marcelo - Com toda certeza! O pobre é o escolhido por esse sistema perverso como bode expiatório para gerar a ilusão, na população em geral, de que o sistema funciona. Assim, apesar do título da obra (que foi pensado apenas como provocativo), não é para todos que vale a máxima de que "só é preso quem quer". Na obra, na verdade, tento explicar, de forma pormenorizada, como se constrói algo que percebemos no cotidiano: o fato de "uns serem mais iguais que os outros", apesar de as leis e os juízes não dizerem isso explicitamente.

Capa do livro Só é preso quem quer - Marcelo Cunha de Araújo
"Só é preso quem quer - Bastidores do sistema de punição seletiva"

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